janeiro 20, 2013

Fiz um texto.



Era um belo dia e um belo sábado, mas dentro do seu coração era como todos os outros dias, seria aquela mesma vida de desiluões. Sabia que o aniversário de sua amiga estava chegando e precisava sair para comprar o presente, mesmo sem vontade, o fez. Saiu na velocidade da luz, como se quisesse que ninguém a notasse, mas mesmo a luz sendo rápida, ela é notada. Então porque ninguém notaria aquela garota?
O que dar de presente? Há pessoas e há pessoas. Que tipo de pessoa era a aniversariante? Eu não sei, mas sei que escolher aquele presente seria fácil, seria como comprar um auto presente, algo que gostasse, então a garota entrou na livraria, e como num passe de mágica, se viu num mundo maravilhoso do qual fazia parte.
Correu os olhos pelas estantes perfeitas, intactas e intocáveis. Era como se fosse somente ela e os livros, ela e as histórias, ela e a magia, ela e ela. Olhou de tudo: história, física, poesia, contos... nenhum que se encaixasse naquele dia. Quem sabe um livro medieval, um científico. Mas lá estava ele, sorrindo para todos e dizendo “Me leve e sorria”. Então ela com um simples gesto de impulso, segurou aquele livro e foi como se sentisse uma sintonia com tal. Apenas segurou e sorriu, um sorriso tão gostoso, um sorriso verdadeiro, um sorriso que não sabia sorrir. Comprara o presente perfeito, mas era pra ela mesma ou pra amiga?
Mandou embrulhar e saiu da livraria, sentia que tinha a felicidade em suas mãos, sentia que podia ser mais que o mundo naquele dia. Só não via o dia de entregar a preciosidade de poder passar sabedoria.
Dias difíceis? Todos temos. Mas o que aquela garota comprou aquele dia foi muito mais do que um simples livro, foi uma lição, uma lição de que pra você ser feliz, não precisa comprar, e sim, sentir. Pra você ser feliz não basta ter, e sim, ser. Seja feliz, aquela felicidade em entrar em um lugar e ter sintonia com algo, aquela felicidade em perceber que não se precisa de nada pra ser feliz, aquela felicidade que todos procuramos, a felicidade que nunca encontraremos.

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